quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Fim das organizadas em SC?




A briga entre as torcidas do Criciúma e Avaí nesse domingo, 24 de fevereiro, após o lançamento de uma bomba por um integrante da Torcida Mancha Azul que desfacelou a mão direita de Seu Ivo, não foi a primeira e por um bom tempo não vai ser a última. Como em 2006, o Presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto determinou que os torcedores visitantes não podem entrar nos estádios catarinenses com camisas, faixas e tudo o que o caracterize como torcedor adversário.

Desde que aconteceu esse episódio lamentável, veio à tona o debate entre jornalistas, diretores de clube e federação e delegados de polícia sobre a dissolução de todas as torcidas organizadas em Santa Catarina. Em primeira instância não há problemas, pois todos os torcedores do Estado parecem estar muito abatidos e dificilmente vai haver casos de violência em tão pouco tempo. Mas será que as autoridades vão tratar esse caso como fizeram em 2006 com a morte de Júlio César, torcedor do Joinville que morreu após ter recebido uma pedrada na cabeça dentro do ônibus quando retornava a cidade depois de assistir ao jogo entre Avaí x Joinville?

Na ocasião, como os agressores estavam na BR-101 quando jogaram a pedra, a polícia investigou bastante tempo e depois de dois anos ninguém foi apresentado como autor do crime. As torcidas visitantes foram proibidas de irem caracterizadas aos estádios, mas no Catarinense seguinte estavam todas de voltas, como se nada tivesse acontecido. Claro que não houve casos graves como de Júlio César e de Seu Ivo, mas pedras e rojões continuaram sendo jogados nos "rivais".

É hora de realmente deixar as torcidas organizadas. Estabelecer que cada uma tenha documentos, contratos, conselhos e que o Presidente da agremiação seja responsável por tudo o que aconteça com a organizada. Todos os integrantes devem ser cadastrados e que quando estejam com vestimentas, sabem suas responsabilidades e o que os podem ocorrer. Apesar de achar que estão mudando de ideologia, todas as organizadas pagam o preço pela fama que tem quando uma bomba ou pedra atinge o torcedor adversário.

Para que os verdadeiros torcedores organizados possam continuar levando o nome da sua torcida, essa vai precisar se adaptar e colocar na cabeça de todos os integrantes que rivalidade tem limite.

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