quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Simples?

Você já deve ter percebido que quando há confusão dentro ou perto dos estádios de futebol, há um massacre nas torcidas organizadas. Em um programa de televisão e de rádio sempre se ouve dos mesmos jornalistas há trinta anos e que ficam bem distante das organizadas que há bandidos infiltrados que só vão ao estádio arrumar confusão. Isso não deixa de ser verdade, mas não é tão simples assim.

A mãe de Franklin Pereira, 22 anos, que entrou com duas bombas caseiras no Heriberto Hulse, disse, emocionada, que o filho que sustenta a família pelo trabalho na oficina mecânica. Franklin faz parte da torcida Mancha Azul, do Avaí. O objetivo das torcidas organizadas, quando foram criadas, era de ter um local específico no estádio para os torcedores que quisessem torcer e incentivar o seu time soubessem aonde ir.

Na década de 90 foi o estopim da violência entre as organizadas. Quem não se lembra da final de juniores no Pacaembu em 95, entre São Paulo x Palmeiras, onde as rivais entraram em campo e proporcionaram uma verdadeira batalha campal, que culminou com a morte do são-paulino Márcio Gasparin. Nessa época virou cultura entre as organizadas bater nos adversários, roubar bandeiras, faixas, camisas e outros adereços dos rivais.

O objetivo das torcidas tornou-se de ser a mais temida, a que mais "dá porrada" e rouba os que torcem para outros times. Então para os jovens se sentirem importantes no meio de tantos outros, é importante para ele promover vandalismos quando está identificado como torcedor organizado para que possa ser respeitado e conhecido.

È nesse ponto que polícia e autoridades devem entrar e coibir a violência nas torcidas. Para que as organizadas possam continuar, o Presidente da torcida deve ser responsabilizado por tudo o que acontecer dentro da sua agremiação. E quando acontecer casos como o de Criciúma, que o responsabilize e deixe-o preso até quando ele disser quem é o culpado.

De duas, uma acontecerá. Ou ninguém será o responsável e a organizada desaparece, ou todos os integrantes da organizada continuarão indo ao estádio, só que vestidos normalmente, "camuflados", já que irão com a camisa do clube ou outra qualquer. Para as autoridades não vai ser mais difícil o trabalho quando houver a violência?
Voltando ao início do post, os comentaristas esportivos devem sempre lembrar os torcedores os motivos da existência das organizadas, que é empurrar o time junto à vitória. Afinal, roubar faixa de rival dá três pontos para o seu clube?

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